AUTOR DE AGRESSÃO EM ASSALTO A DELEGADO DE POLÍCIA REAGE À PRISÃO, É BALEADO E MORTO PELA POLÍCIA CIVIL EM MOGI DAS CRUZES

 
O corpo de Paulo

O delegado Francisco Del Poente, titular do 1º Distrito Policial, no Parque Monte Líbano, e a sua equipe esclareceram a tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), praticado por dois homens e duas mulheres contra o delegado de polícia aposentado João Carlos de Moraes, de 68 anos, no Largo Francisco Ribeiro Nogueira (antigo 1º de Setembro), na manhã de 12 de agosto, no centro de Mogi das Cruzes.

O bandido Paulo Martiniano Júnior, de 24 anos, considerado o mais violento do grupo, reagiu à prisão, na noite desta quinta-feira (15), no ‘Beco do Sapo', que liga a rua Senador Dantas à Praça Francisco Nogueira. Ele foi baleado e morreu após ação do investigador Leandro Yoshimura.

Em poder do criminoso foi apreendida uma bucha de maconha e um simulacro (arma de brinquedo). O  seu corpo somente foi liberado ao Instituto Médico Legal, em Mogi das Cruzes, após a perícia realizada pela Polícia Científica.

Os policiais civis Leandro e Daniel Tsukada, do 1º DP, ainda capturaram Gislene Aparecida Gomes Andrade, de 32 anos, e Rodrigo Donizete Gonçalves de Farias, de 39 anos, além de Cassiane Vicente Prado.

Segundo o delegado Del Poente, os marginais costumavam circular pela praça, consumindo drogas e bebendo. Eles viram o delegado João como um alvo fácil, nem sabiam que já foi policial, e o atacaram com duas barras de alumínio, ferindo muito a cabeça e o rosto dele”.

A quadrilha roubou o cartão de crédito da vítima e passou a fazer compras em lojinhas em torno do local do crime e também levaram o seu revólver, de calibre 32, e a carteira funcional, detalhou o titular do 1º DP.

No final do dia 12, Rodrigo e Gislene chegaram a ser presos pelos policiais e autuados em flagrante, porém uma juíza no dia seguinte colocou o casal em liberdade, alegando falta de provas.

O delegado Del Poente não desistiu e prosseguiu nas buscas, que agora resultaram na prisão temporária dos acusados decretada pela Justiça a pedido da autoridade policial.

Ao concluir o inquérito, no relatório  será requisitado que a prisão temporária se torne em preventiva.

O bandido Rodrigo está na Cadeia de Mogi, enquanto Gislene e Cassiane no Presídio Feminino, em Itaquaquecetuba.

Nesta ação, o delegado Del Poente mobilizou o seu assistente, o delegado Adauton Luciano Delucas Sales e os investigadores Leandro e Daniel. A equipe acionou a delegada de sobreaviso na área da Seccional de Mogi das Cruzes, Cláudia Brandão.

O delegado José Carlos dos Santos Alvarenga, da Central de Polícia Judiciária, a escrivã Silvana Moraes e o investigador Fabiano registraram a ocorrência como homicídio – resistência seguida de morte em razão de intervenção policial.